
VAMPIRA Eu, Objeto de desejos contidos, Fruto suculento instigando furores libidinosos. Eu, animal. Eu, instinto. Eu...fatal. Aparentemente bela, Superficialmente frágil, Tal qual um frasco de veneno Que, quebrando, esvai-se pelos solos, tornando-os inférteis, E, se ingerido, Torna-se sem solução. Veneno do qual vários seres imploram antídoto. Porém, um mórbido prazer me faz negá-lo. E a crueldade em mim presente torna-me irresistível a incansáveis seguidores masoquistas. Súditos suplicando migalhas do meu amor, As quais prefiro lançar aos ventos, aos mares, À Natureza, alcova dos meus segredos, Que a mim empresta os seus mistérios, E me faz encantadora sugadora de energias A seu serviço, A serviço da bola incandescente. Do início do Universo, Do ápice da existência. Eu, energia...Eu, bela...Eu, fatal... Arrasando corpos e colecionando almas, À procura do encontro supremo, O encontro com a minha própria existência... Mariliz Marins
- Postado por: vampira �s 16h59
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